O assunto é-Euro: veja curiosidades e tire dúvidas

22/06/2011

No ar mais um, O assunto é, e o assunto de hoje é: "Euro"

Desde a década de 60, a ideia de criar uma moeda unificada para os países da Comunidade Econômica Europeia já estava em debate entre os participantes. Oficialmente, o euro só nasceu em 1992, junto com a criação da União Europeia (UE), mas foi adotado apenas sete anos depois.

Atualmente, o euro é a moeda adotada por 16 dos 27 países da UE (Portugal, Espanha, França, Irlanda, Itália, Malta, Grécia, Chipre, Bélgica, Países Baixos, Áustria, Eslovênia, Eslováquia, Alemanha, Luxemburgo, Finlândia e Estônia), além de outros seis países que não pertencem ao bloco econômico: Mônaco, San Marino, Montenegro, Kosovo, Vaticano, Andorra.

Outros países, no entanto, já têm previsão para adotar a moeda. Em 2014, Lituânia e Letônia devem aderir ao euro. Para que isso seja feito, estes países devem atender a alguns critérios de convergência, estabelecidos pela própria União Europeia, como taxas de inflação próximas às dos três países com maior estabilidade de preços, dívida pública e déficit orçamental de até 60% e 3% do PIB, respectivamente, além de participação no Mecanismo de Taxas de Câmbio Europeu.

Vantagens da moeda única

As oportunidades da integração entre os países que a moeda proporcionou foi somente uma das vantagens deste processo. Antes da introdução do euro, as operações cambiais estavam ligadas a maiores riscos e custos adicionais. Mais que isso, as transações econômicas entre fronteiras pecavam pela falta de mais transparência. Com a criação da moeda única, as operações se tornaram mais rentáveis e menos arriscadas. Sem diferenças e com uma moeda mais forte, as atividades econômicas entre os países cresceram, impulsionadas pelas trocas comerciais e investimentos internacionais no mercado financeiro.

A economia dos países participantes beneficiou-se a com a adoção de uma moeda única, mas cidadãos e empresas europeus também colheram os frutos da adoção do euro. Além de poder escolher produtos com custos mais baixos, os consumidores intensificaram o turismo entre os países, pois tornou-se mais fácil ir de um país para outro sem a necessidade de trocar dinheiro.

E as empresas, por sua vez, ganham segurança nas negociações realizadas com outros países e oportunidades em novos mercados. Além disso, o faturamento de serviços, produtos ou outros tipos de pagamento são simplificados e, em vez de definir diferentes sistemas de contabilidade e bancários para transações em países diferentes do seu país nativo, o euro torna a operação bem mais simples, a partir de um único escritório de contabilidade e o uso de um único banco.

Simbologia do Euro

Tanto as moedas quanto as notas do euro fazem parte da vida de mais de 300 milhões de pessoas na Europa. De acordo com o Banco Central Europeu (BCE), as notas são inspiradas em estilos arquitetônicos que caracterizam a cultura do velho mundo. Na parte frontal das notas, há figuras de janelas e pórticos, que, segundo o BCE, simbolizam o espírito europeu de abertura e cooperação, além das 12 estrelas da UE, que representam o dinamismo e a harmonia do continente. No verso, há pontes para simbolizar a comunicação entre os povos da Europa e entre o continente com outros países do mundo.

Embora o euro em papel seja igual em todos os países, o mesmo não acontece com as moedas. Há uma face comum aos países que apresenta três mapas diferentes do continente, já a outra face, específica de cada país, é representada por um desenho que reflete uma identidade nacional. Por exemplo, as moedas de um e dois euros da Alemanha são representadas por uma águia, símbolo tradicional da soberania alemã, rodeada pelas estrelas da União Européia. Na Bélgica, as moedas trazem o Rei Alberto II e um monograma, um A maiúsculo sob uma coroa. Na França, o símbolo é uma árvore, que simboliza a vida, a continuidade e o crescimento, além de ter a máxima republicana “Liberté, Égalité, Fraternité”.

Diferentemente das notas, as moedas são de responsabilidade de cada país e não do Banco Central Europeu. Por meio de um acordo monetário, Mônaco, República de São Marino e o Vaticano têm autorização para emitir suas próprias moedas de euro. Mas, mesmo com variações de um país para outro, as moedas podem ser usadas em todos os Estados-membros da área do euro.

Troca-troca

Se você possui moedas ou notas anteriores à adesão do euro por determinado país, você ainda poderá trocar pela moeda oficial, como é o caso do marco alemão ou a peseta espanhola. Esta troca só pode ser feita por bancos centrais nacionais do bloco econômico. Vale ressaltar que o BCE não faz qualquer troca de dinheiro.
 
Ógui
Fonte:Site Terra
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